Quem passou por cá
Vozes que ficaram connosco.
Palavras de quem fez formações connosco e de quem nos confiou os seus textos. Publicamos cada testemunho apenas com autorização.
A qualidade do trabalho também se reconhece na experiência de quem o viveu.
Antes do workshop, eu usava oratória, retórica e argumentação como se fossem exactamente a mesma coisa. Os exemplos ajudaram-me a perceber a função de cada uma e, principalmente, como construir e defender uma ideia. Saí de lá com vontade de aprofundar o assunto.
A sessão fez-me olhar para a pontuação de outra forma. Eu conhecia as regras, mas ainda colocava muitas vírgulas pela pausa da fala. Quando analisámos frases que mudavam de sentido por causa de um sinal, percebi erros que também cometia. No dia seguinte, revi um texto meu com muito mais atenção.
Eu começava vários livros e raramente terminava algum. Na capacitação, percebi que o problema não era falta de gosto, mas a maneira desorganizada como eu lia. Comecei com metas pequenas e um caderno de anotações. Ainda não leio todos os dias, mas hoje termino muito mais do que antes.
Eu tinha dificuldade em discordar sem parecer agressiva e, por isso, muitas vezes preferia ficar calada. A formação mostrou-me formas mais claras de apresentar um limite e, ao mesmo tempo, ouvir a outra pessoa. Usei uma das técnicas numa conversa difícil no trabalho e o resultado foi muito melhor do que eu esperava.
O tema da delegação atingiu-me directamente, porque eu tinha o hábito de centralizar quase tudo. A conversa sobre confiança, acompanhamento e responsabilidade fez-me rever a forma como distribuía as tarefas. Na semana seguinte, comecei a fazer reuniões mais curtas e a dar orientações mais objectivas à equipa.
No meu trabalho, escrevo ofícios, declarações e pedidos quase todas as semanas, mas ainda tinha dúvidas sobre o tratamento e a organização de algumas informações. A formação trouxe exemplos muito próximos daquilo que faço. Corrigi modelos que usávamos há bastante tempo e os documentos ficaram mais simples de compreender.
Enviei um manuscrito que eu considerava terminado, mas percebi que ainda havia muito trabalho pela frente. A equipa mostrou-me capítulos que repetiam a mesma ideia e momentos em que a narrativa perdia força. Nem todas as sugestões foram fáceis de aceitar, mas o livro melhorou muito depois da edição.
Eu falava muito depressa e quase nunca percebia quando a minha voz baixava. Durante os exercícios, o formador chamou a minha atenção para isso e mostrou-me como usar as pausas sem parecer que me esqueci do que queria dizer. Foi uma mudança simples, mas fez muita diferença no meu trabalho.
Tinha receio de receber o trabalho cheio de alterações que eu própria não conseguisse explicar. A revisão foi diferente: além das correcções, recebi observações sobre repetições, ligação entre os parágrafos e partes que precisavam de maior fundamentação. O texto ficou mais claro, mas continuou a parecer meu.
Procurei a KyaWaba por causa da língua, mas o trabalho foi além das correcções. Chamaram-me a atenção para referências incompletas e para uma parte da discussão que não respondia bem ao objectivo do artigo. Gostei de receber as alterações acompanhadas de explicações, porque consegui aprender com o processo.
Cheguei com um tema muito amplo e queria estudar demasiadas coisas ao mesmo tempo. Nas primeiras sessões, trabalhámos a pergunta de partida, os objectivos e aquilo que realmente seria possível investigar. Continuei responsável pela pesquisa e pela escrita, mas deixei de avançar às cegas.
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